1Por sua parte, Ana, sua mulher, lamentava-se e gemia duplamente, dizendo: 'Choro minha viuvez e minha esterilidade.'
2Veio, então, a grande festa do Senhor, e lhe disse Judite, sua criada: 'Até quando vais mortificar tua alma? Não é justo que assim te lamentes, visto ter chegado a grande festa de Deus. Toma este manto que me deu a dona da obra. Não me é permitido cingir-te com ele, porque sou escrava e ele está aureolado de dignidade real.'
3Ao que respondeu Ana: 'Afasta-te de mim, porque eu não faço nada disso. É Deus que me humilhou ao extremo. Vai, não seja que um tentador te tenha dado o manto e que venhas tornar-me partícipe de teu pecado.'
4Replicou Judite: 'Que coisa te hei de desejar eu, visto que o Senhor te fechou o ventre para que não desses fruto em Israel?' Ana se sentiu fortemente magoada.