1Então o sumo sacerdote Simão, dobrando os joelhos diante do santuário e estendendo as mãos com calma dignidade, orou assim:
2Senhor, Senhor, Rei dos céus e Senhor de toda a criação, Santo entre os santos, único Soberano, Todo-Poderoso, presta atenção a nós que somos oprimidos por este homem ímpio e profano.
3És tu, ó Criador de todas as coisas e Senhor de tudo, que és justo em governar tudo com retidão.
4Tu julgas os que fazem qualquer coisa com arrogância e orgulho.
5Tu destruíste aqueles que anteriormente praticaram injustiça, entre os quais estavam gigantes que confiavam em sua força.
6Tu destruíste os habitantes de Sodoma, que se distinguiam pela arrogância, expondo-os como exemplo às gerações futuras.
7Tu puseste à prova o arrogante Faraó, que escravizou teu povo santo, castigando-o com muitas e diversas pragas.
8Quando ele perseguiu a Israel com carros e numeroso exército, tu o submergiste no mar.
9Mas os que confiaram em ti, Soberano de toda a criação, fizeste passar em segurança.
10E eles, vendo as obras de tuas mãos, te louvaram, ó Todo-Poderoso.
11Tu, ó Rei, quando criaste esta terra imensurável, escolheste esta cidade e santificaste este lugar para tua glória.
12Tu que de nada precisas, te comprazeste em que o templo de tua glória permanecesse neste lugar.
13Tu o consagraste para teu santo nome, mesmo que precisasses de nada.
14E agora, Santo entre os santos, para sempre bendito, liberta-nos desta angústia.
15Porque, se isso acontecer por causa de nossos pecados, nós nos purificamos.
16Não nos entregues, porém, nas mãos dos inimigos estrangeiros.
17Não nos castigue através deste povo insolente.
18Se praticamos a impiedade, que sejamos castigados por tua mão misericordiosa.
19Não nos abandones à profanação deste ímpio e orgulhoso.
20Que os pagãos não exultem e digam: Nem seu Deus os salvou.
21Tu que tudo podes e dominas todas as coisas, não ignores agora nossa súplica.
22Com o olhar fixo no céu, e com o coração em prece, ele terminou sua oração.
23Todo o povo, juntamente com os sacerdotes, clamou ao Deus do céu.
24O que aconteceu a seguir causou grande espanto em todos os presentes.
25Filópator foi acometido de um forte tremor e ficou paralisado.
26Seus companheiros, vendo-o prostrado, temeram que ele morresse.
27Apressadamente o levaram para fora.
28Passado algum tempo, recuperou-se, mas não cedeu ao arrependimento.
29Partiu proferindo graves ameaças.
30Chegando ao Egito, aumentou sua maldade, aconselhado por seus amigos que haviam abandonado toda justiça.