EXEMPLIFICADA NOS SANTOS DE OUTRORA.
2Com a força dessa paciência, Isaías é serrado ao meio e não deixa de falar do Senhor; Estêvão é apedrejado e pede perdão para os inimigos. Feliz também aquele que enfrentou toda a violência do diabo exercendo toda espécie de paciência! Nem a perda de seu gado e de suas riquezas em ovelhas, nem a morte de todos os filhos num só golpe da ruína, nem, enfim, a agonia do próprio corpo coberto por uma só ferida o afastaram da paciência e da fé que prometera ao Senhor; o diabo o golpeou com todas as forças em vão.
3Pois nenhuma de suas dores o afastou da reverência a Deus; pelo contrário, foi posto como exemplo e testemunho para nós da prática perfeita da paciência no espírito e na carne, na alma e no corpo, a fim de que não sucumbamos à perda dos bens terrenos, à morte dos mais queridos nem mesmo às aflições corporais. Que esquife para o diabo Deus ergueu na pessoa daquele herói! Que estandarte levantou contra o inimigo de Sua glória quando, a cada notícia amarga, aquele homem nada dizia senão graças a Deus, ao mesmo tempo que repreendia a esposa, já exausta dos males e a instá-lo a recorrer a soluções perversas!
4Como Deus sorriu e como o Maligno foi despedaçado enquanto Jó, com imensa equanimidade, raspava continuamente a secreção impura de suas úlceras e, quase brincando, recolocava os vermes que delas saíam nas mesmas cavidades e lugares de alimento de sua carne corroída! Assim, quando todos os dardos das tentações perderam o fio contra a couraça e o escudo de sua paciência, aquele instrumento da vitória de Deus não só recuperou logo a saúde do corpo por obra divina, mas recebeu em dobro o que perdera. Se tivesse desejado que seus filhos também lhe fossem restituídos, poderia novamente ser chamado pai; mas preferiu recebê-los de volta naquele dia. Adiou tal alegria, inteiramente seguro do Senhor; nesse meio-tempo, suportou voluntariamente o luto para não viver sem algum exercício de paciência.