Mas, já que tocamos num aspecto particular da observância vã, não será incômodo assinalar também os demais aspectos aos quais se pode atribuir, com justiça, a censura da vaidade, se são observados sem a autoridade de qualquer preceito 686
2do Senhor ou dos apóstolos. Pois coisas dessa espécie não pertencem à religião, mas à superstição: são práticas artificiais e forçadas, próprias de um cerimonial mais curioso que racional; merecem ser reprimidas, ao menos porque nos colocam no mesmo nível dos gentios. Assim, por exemplo, alguns têm o costume de orar sem os mantos, pois desse modo os pagãos se aproximam de seus ídolos. Se essa prática fosse conveniente, os apóstolos, que ensinam sobre a vestimenta na oração, certamente a teriam incluído em suas instruções,
3a menos que alguém pense que foi durante uma oração que Paulo deixou seu manto com Carpo! Como se Deus não ouvisse os suplicantes vestidos de manto, ele que certamente ouviu os três santos orando, de calças e turbantes, na fornalha do rei da Babilônia.