Apócrifos
Martírio de Policarpo
Ato dos Mártires
22 capítulos · leitura e narração
Nota de leitura
O relato de testemunha ocular da morte do bispo de Esmirna no estádio, com a resposta que ficou: oitenta e seis anos servindo a Cristo, como blasfemar dele agora?
Capítulos
Dossiê
O relato de testemunha ocular da morte do bispo de Esmirna no estádio da cidade — e da resposta que ficou: oitenta e seis anos eu o sirvo, e ele nunca me fez mal; como posso blasfemar do meu Rei?
De onde vem este texto
Escrito pouco depois do fato, em torno de 155-160 d.C., como carta da igreja de Esmirna à de Filomélio. É o mais antigo relato de martírio cristão fora do Novo Testamento.
Por que não está na Bíblia
Nunca foi candidato ao cânone — é documento histórico de uma comunidade, não Escritura. Mas fundou um gênero: todos os relatos de mártires posteriores seguem o molde deste.
O que você vai encontrar
- Policarpo se recusa a fugir, recebe os soldados que vieram prendê-lo e manda servir comida a eles.
- A recusa em jurar pela fortuna de César, dita sem alarde, com a idade contada em anos de serviço.
- A fogueira que se abre em arco sem queimá-lo, e o golpe de punhal que encerra a cena.
- O cuidado do texto em distinguir veneração dos mártires de adoração a Cristo — questão que já se colocava ali.
Perguntas frequentes
- Quando Policarpo morreu?
- Entre 155 e 160 d.C., em Esmirna, na atual Turquia. A data exata é debatida por causa de como o texto identifica o procônsul do ano.