1Capítulo 9 — Policarpo recusa-se a insultar Cristo.
2Agora, quando Policarpo estava entrando no estádio, veio a ele uma voz do céu, dizendo: "Sê forte e mostra-te um homem, ó Policarpo!" Ninguém viu quem falou com ele; mas nossos irmãos que estavam presentes ouviram a voz.
3E ao ser levado adiante, o tumulto aumentou quando souberam que Policarpo havia sido preso.
4E quando ele se aproximou, o procônsul perguntou-lhe se ele era Policarpo.
5Ao confessar que sim, o procônsul procurou persuadi-lo a negar a Cristo, dizendo: “Tem respeito pela tua velhice”, e outras coisas semelhantes, de acordo com o costume deles, como: “Jura pela fortuna de César; arrepende-te e diz: Fora com os ateus”.
6Mas Policarpo, olhando com semblante severo para toda a multidão de ímpios pagãos então no estádio, e acenando com a mão em direção a eles, enquanto com gemidos olhava para o céu, disse: "Fora com os ateus".
7Então, o procônsul instou-o e disse: "Jura, e eu te libertarei, repreenda a Cristo"; Policarpo declarou: “Oitenta e seis anos o servi, e Ele nunca me causou nenhum dano: como então posso blasfemar contra meu Rei e meu Salvador?”.