Ouvindo Probo as palavras dela, correu de imediato para a rua, e segurando a mão de Paulo, disse-lhe: Homem, quem és tu não sei, mas digna-te entrar em minha casa; porventura serás para mim causa de salvação.
2Disse-lhe Paulo: Bem te sucederá, filho, segundo o teu pedido!
3E entraram juntos até onde estava Xantipa.
4Contemplando, pois, Xantipa o grande Paulo, desvendaram-se os olhos espirituais do seu coração, e leu gravado em sua fronte, como por selos de ouro, estas palavras: 'Paulo, o Pregador de Deus'.
5Então, exultando e alegrando-se, lançou-se aos pés dele e, juntando os cabelos, enxugou-lhe os pés, dizendo: Bem-vindo sejas, ó homem de Deus, a nós, humildes, que vivemos como sombras entre sombras.
6Pois olhaste para os que corriam para o Hades como para algo belo, que chamavam a serpente tortuosa e destruidora de provedora e protetora, que corriam para o Hades sombrio como para seu pai, os que foram formados com natureza racional mas se tornaram semelhantes às criaturas irracionais.
7Buscaste-me a mim, humilde, tendo o sol da justiça em meu coração.
8Agora o veneno foi detido, ao contemplar o teu venerável rosto.
9Agora afugentou-se aquele que me perturbava, ao manifestar-se-me o teu conselho perfeitíssimo.
10Agora serei tida por digna de arrependimento, ao receber o selo do arauto do Senhor.
11Outrora julguei felizes a muitos que se encontraram contigo, mas proclamo com intrepidez que doravante eu mesma serei chamada bem-aventurada por outros, porque toquei a tua orla, porque alcancei as tuas orações, porque desfrutei do teu doce e suavíssimo ensinamento.
12Não hesitaste em vir a nós, tu que em tua carreira pescas na terra enxuta e recolhes na rede do reino dos céus os peixes que se deparam no teu caminho.