Mas Xantipa vigiava continuamente através das portas em direção às ruas da cidade; e o bem-aventurado Paulo, pregador, mestre e iluminador do mundo, deixou Roma e chegou à Espanha pela presciência de Deus.
2E chegando às portas da cidade, deteve-se, orou, persignou-se e entrou na cidade.
3Quando Xantipa avistou o bem-aventurado Paulo caminhando com passo sereno e equilibrado, adornado de toda virtude e prudência, alegrou-se grandemente nele e o seu coração saltava sem cessar; e, como possuída de inesperado regozijo, dizia de si para si: Por que bate o meu coração com tanta veemência ao avistar este homem?
4Por que é o seu andar tão sereno e uniforme, como o de alguém que espera acolher nos braços uma pessoa perseguida?
5Por que é o seu semblante tão afável, semelhante ao daquele que cuida dos enfermos?
6Por que olha tão amorosamente para cá e para lá, como alguém que deseja socorrer os que buscam escapar das bocas dos dragões?
7Quem me dirá se este é um daqueles que pertencem ao rebanho dos pregadores?
8Se me fora possível, desejaria tocar a orla das suas vestes para constatar a sua benevolência, acolhimento e suave fragrância; pois o servo lhe dissera também que a orla das suas vestes recendia a perfumes preciosos.