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Escrituras & Manuscritos

Apócrifos · Capítulo 6 de 42

Atos de Xantipa e Polixena 6

Romance Apostólico

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E Xantipa saiu ao jardim para aguardar ali, observando atentamente para ter certeza quanto a seu marido; e viu o encanto das árvores e o variado gorjeio das aves, e disse, a gemer: Ó beleza do mundo!

2Pois aquilo que até agora julgávamos surgir por si mesmo, sabemos agora que todas as coisas foram belamente formadas pelo Belo.

3Ó poder e invenção da sabedoria!

4Pois não somente concedeu aos homens milhares de línguas, mas também às aves distinguiu variadas vozes, como em hinos e antífonas, para receber cânticos maviosos e comoventes das Suas próprias criaturas.

5Ó suavidade do ar, que apregoa o Artífice inimitável!

6Quem converterá o meu pranto em alegria?

7E tornou a dizer: Ó Deus, a Quem todo o universo rende louvores, concede-me paz e consolo.

8Enquanto ela dizia estas coisas, regressou Probo da rua para tomar a sua refeição; e ao contemplar o rosto dela desfigurado pelo pranto, começou a arrancar os cabelos da cabeça, não ousando, porém, falar-lhe para não acrescentar nova aflição à sua dor.

9Foi, pois, e prostrou-se sobre o leito, dizendo com gemidos: Ai de mim, que nem sequer o consolo de um filho tive dela, acumulando apenas desgosto sobre desgosto.

10Ainda não se completaram dois anos desde que a desposei, e ela já medita o divórcio.

Palavras deste capítulo

O que estas palavras diziam no original — e onde mais elas aparecem.

Sobre Atos de Xantipa e Polixena

Texto apócrifo ou pseudepígrafo — não faz parte do cânone das igrejas ocidentais, mas circulou amplamente entre judeus e cristãos antigos. Publicado aqui a partir de tradução em domínio público, revisado para leitura corrida.