Dizendo, pois, Xantipa estas e outras palavras semelhantes, gemia continuamente durante toda a noite; e Probo ouvia-a e afligia-se em extremo; e levantando-se de seu leito ao romper da manhã, entrou onde ela estava, e vendo-lhe os olhos inflamados de chorar, disse: Por que me atormentas assim, senhora, recusando revelar-me a tua dor?
2Declara-ma, para que faça tudo quanto te seja agradável, e não me aflijas com a tua tristeza.
3Xantipa diz-lhe: Tem antes bom ânimo, meu senhor, e não te inquietes, pois a minha aflição não te causará dano; mas se achei graça diante de ti, sai agora para receber as saudações e permite-me entregar-me a ela como eu quiser, pois não é possível a homem algum tirar de mim esta dor insaciável.
4E atendendo ao seu rogo, saiu ele de pronto para receber as saudações dos cidadãos, pois era o homem mais ilustre entre eles e bem conhecido de César Nero.
5E assentando-se, patenteava-se grande aflição em seu rosto; e perguntando-lhe os próceres da cidade a razão de sua tristeza, respondeu-lhes que caíra sob pesadas e infundadas acusações.