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Escrituras & Manuscritos

Apócrifos · Capítulo 32 de 42

Atos de Xantipa e Polixena 32

Romance Apostólico

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Ouvindo isto, o tropeiro chorou sem cessar, e Polixena lhe perguntou: Porventura te alcançou a providência de Deus, para que assim chores?

2Disse o tropeiro: Se desejais saber por que choro, ouvi a verdade, pois não se deve relutar em contar as coisas de Cristo.

3Fui discípulo de Filipe, apóstolo de Cristo; e vendo que todo o seu zelo se voltava para os pobres, vendi tudo quanto possuía.

4Com o preço comprei pão e vinho, distribuindo-os pelas cidades aos necessitados; e fazendo isto há tempos na cidade vizinha, certo homem aleijado clamou (não falando por si mesmo, mas Satanás por sua boca): 'Nada quero, nada recebo de ti, porque és cristão'.

5Amotinou-se então toda a cidade contra mim procurando prender-me; mas enquanto corriam de um lado para outro passei pelo meio deles sem que ninguém me visse.

6E, saindo da cidade, dei louvor e glória a Deus por assim ter sido recompensado, e roguei a meu Deus que encontrasse alguém que conhecesse o Seu nome santíssimo, a fim de que, contando essas coisas, pudesse obter alívio.

7Pois os homens desta terra recusam terminantemente ouvir falar de Cristo, cheios de impiedade e perversidade.

8Suplico-vos, pois, aceitai também uma moeda de minhas mãos e, se vos parecer bem, descansai montadas nos jumentos.

9Disse Polixena: Alcances misericórdia de Deus, irmão.

10Mas se queres receber plena recompensa, conduz-nos a salvo até ao mar, a fim de que, se Deus quiser, naveguemos de volta para a Espanha.

Palavras deste capítulo

O que estas palavras diziam no original — e onde mais elas aparecem.

Sobre Atos de Xantipa e Polixena

Texto apócrifo ou pseudepígrafo — não faz parte do cânone das igrejas ocidentais, mas circulou amplamente entre judeus e cristãos antigos. Publicado aqui a partir de tradução em domínio público, revisado para leitura corrida.