Ao dizer ela isto, vinha também viajando por aquele sítio o apóstolo do Senhor, André; e aproximando-se de Polixena sentiu em seu coração uma comoção interior.
2Pondo-se de pé para orar e cruzando os braços em forma de cruz, disse: Senhor Jesus Cristo, participante da luz e conhecedor das coisas ocultas, de quem nada na terra se esconde, trata-me com bondade e misericórdia, esclarece-me esta comoção do coração e acalma a minha razão, Tu que sempre fazes a paz com os que amam a paz.
3Correu então Polixena para ele, e André, o apóstolo do Senhor, disse-lhe: Não te aproximes de mim, filha, mas dize-me quem és e de onde vens.
4Disse Polixena: Meu senhor, sou estrangeira aqui, mas vejo que a tua face é cheia de graça e as tuas palavras assemelham-se às palavras de Paulo, pelo que julgo seres ministro do mesmo Deus.
5Compreendeu André que ela falava do apóstolo Paulo e perguntou-lhe: E de onde conheces Paulo?
6Respondeu ela: Da minha própria pátria, pois deixei-o na Espanha.
7Disse-lhe André: E como vieste parar aqui, sendo aquela terra tão distante?
8Ela disse: Porque assim me foi destinado e assim aconteceu; mas suplico-te, prostrada a teus pés, que me seles, como Paulo sela, pelo batismo da regeneração, para que eu também, humilde, seja conhecida por nosso Deus, pois o Deus bondoso, vendo minha tribulação e aflição, enviou-te para teres piedade de mim.
9Disse-lhe o grande apóstolo André: Vamos, filha, onde haja água.