O grande Paulo ensinava assim: Os que ardem na carne observem o matrimônio legítimo, evitando a fornicação, especialmente com a esposa de outro, e os que estão unidos permaneçam um com o outro.
2Probo ouviu este ensinamento com deleite e exclamou: Ó Paulo, quão sábia e retamente ministras esta instrução!
3Por que, então, Xantipa se afastou de mim?
4Disse Paulo: Meu filho Probo, aqueles que preveem que as obras humanas serão provadas pelo fogo, e que trazem gravada na mente a inexorabilidade da morte, despojam-se de todo desejo carnal terreno.
5Mas ai quando o desejo julgar aquele que desejou; então ele rangerá os dentes inutilmente e em vão, pois já passou a ocasião de emendar-se pelo arrependimento.
6Ouvindo isto Probo, recolheu-se a casa maravilhado e nada provou naquele dia, deitando-se no leito.
7E cerca da terceira hora da noite levantou-se e disse: Ai de mim, quão infeliz foi o dia em que desposei Xantipa!
8Antes houvera morrido sem nunca tê-la conhecido.
9Dizendo isto, levantou-se e disse: Orarei ao Deus de Paulo.
10Talvez Ele opere em meu favor o que for justo, para que eu não seja objeto de opróbrio perante o mundo ao ser repudiado por ela.
11E imediatamente, prostrando-se no chão, disse: Ó Deus de Paulo, se, como ouvi de Xantipa, buscas os ignorantes e fazes voltar os desgarrados, faze também comigo o que for conveniente; pois és o rei da vida e da morte, segundo ouvi, e dominas as coisas no céu, na terra e debaixo da terra, e todos os pensamentos e desejos dos homens; e somente a Ti pertence a glória por toda a eternidade.
12Amém.