1Certo dia pegou Maria um cântaro e foi enchê-lo de água. Mas eis que ouviu uma voz que lhe dizia: 'Deus te salve, cheia de graça, o Senhor está contigo, bendita és entre as mulheres.' E ela olhou à sua volta, à direita, à esquerda, para ver de onde vinha aquela voz. E, tremendo, voltou para casa, deixou a ânfora, pegou a púrpura, sentou-se no divã e se pôs a tecê-la.
2Mas logo um anjo do Senhor apresentou-se diante dela dizendo: 'Não temas, Maria, pois alcançaste graça ante o Senhor onipotente e vais conceber por sua palavra.' Mas ela, ao ouvi-lo, ficou perplexa e disse consigo mesma: 'Deverei eu conceber por virtude de Deus vivo e haverei de dar à luz como as demais mulheres?'
3Ao que lhe respondeu o anjo: 'Não será assim, Maria, pois que a virtude do Senhor te cobrirá com sua sombra; depois, o fruto santo que deverá nascer de ti será chamado Filho do Altíssimo. Chamar-lhe-ás Jesus, pois Ele salvará seu povo de suas iniquidades.' Então, disse Maria: 'Eis aqui a escrava do Senhor em sua presença; que isto aconteça a mim conforme sua palavra.'