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Escrituras & Manuscritos

Apócrifos · Capítulo 5 de 42

Prescrição contra os Hereges 5

Tratado Patrístico

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Não nos deteremos mais nesse ponto, pois é o mesmo Paulo que, na Epístola aos Gálatas, inclui as ‘heresias’ entre ‘as obras da carne’ e que também indica a Tito que ‘o homem herege’ deve ser ‘rejeitado depois da primeira advertência’, porque ‘tal homem está pervertido, peca e condena a si mesmo’. De fato, em quase todas as epístolas, ao ordenar-nos que evitemos as falsas doutrinas, ele condena severamente as heresias. Seus efeitos concretos são as falsas doutrinas, chamadas em grego de heresias, palavra empregada no sentido da escolha feita por quem as ensina a outros ou as adota para si. Por isso chama o herege de condenado, pois ele próprio escolheu aquilo

2pelo que é condenado. A nós, porém, não se permite cultivar coisa alguma segundo a própria vontade, nem escolher o que outro introduziu por fantasia particular. Nos apóstolos do Senhor temos nossa autoridade, pois nem mesmo eles escolheram introduzir coisa alguma por conta própria, mas transmitiram fielmente às nações a doutrina que receberam de Cristo. Portanto, ainda que ‘um anjo do céu anunciasse outro evangelho’ além do deles, nós o declararíamos maldito

3por nós. Já então o Espírito Santo previra que, numa certa virgem chamada Filumena, haveria um anjo enganador ‘transformado em anjo de luz’, por cujos milagres e ilusões Apeles foi levado a introduzir sua nova heresia.

Palavras deste capítulo

O que estas palavras diziam no original — e onde mais elas aparecem.

Sobre Prescrição contra os Hereges

Texto apócrifo ou pseudepígrafo — não faz parte do cânone das igrejas ocidentais, mas circulou amplamente entre judeus e cristãos antigos. Publicado aqui a partir de tradução em domínio público, revisado para leitura corrida.