Após a ceia saiu Probo para ouvir a palavra, enquanto Xantipa, sentada em sua câmara, lia os santos profetas, repousando no leito a sua irmã Polixena.
2Xantipa amava Polixena com extremo afeto por ser mais jovem e de singular formosura, e Probo também a estimava grandemente.
3E repousando Polixena no leito, teve este sonho: que um dragão de aspecto hediondo vinha e lhe acenava para que se achegasse a ele; e não obedecendo ela, corria o monstro e a tragava.
4Com pavor da visão despertou a jovem a tremer, e acorrendo Xantipa perguntou-lhe: Que te sucedeu, querida irmã, que de repente despertaste sobressaltada?
5Esteve ela muito tempo sem conseguir articular palavra; voltando depois a si, disse: Ai de mim, irmã Xantipa, não sei que tribulação me aguarda, pois vi em sonhos que um dragão medonho vinha e me chamava, e recusando eu ir, investiu sobre mim e engoliu-me a começar pelos pés.
6Enquanto eu estava aterrorizada com isso, falou subitamente do ar, à luz do sol, um belo jovem, que pensei ser irmão de Paulo, dizendo: Em verdade, não tens poder.
7O qual me tomou pela mão e arrebatou-me das entranhas do monstro, sumindo-se o dragão ao instante.
8E eis que a mão dele estava cheia de doce aroma, como de bálsamo ou de outra coisa fragrante.
9Disse-lhe Xantipa: Em verdade deves estar muito perturbada, minha irmã Polixena, mas Deus te tem por querida, visto que te mostrou coisas estranhas e maravilhosas.
10Levanta-te, pois, pela manhã, recebe o santo batismo e suplica nele que sejas preservada das ciladas do dragão infernal.