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Escrituras & Manuscritos

Apócrifos · Capítulo 23 de 42

Atos de Xantipa e Polixena 23

Romance Apostólico

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Tendo Xantipa dito isto a Polixena e feito uma cruz de madeira, dirigiu-se a Paulo; ficando Polixena sozinha no aposento, por ter a sua ama acompanhado Xantipa.

2E por volta da meia-noite, certo homem poderoso em riquezas e aliados, encontrando as portas abertas e valendo-se de artes mágicas, entrou, desejando levar Polixena.

3Percebendo ela a trama, fugiu para o moinho da casa; mas os feiticeiros, guiados pelos demônios, encontraram-na.

4E, não achando porta por onde escapar, disse: Ai de mim, entregue a este destruidor! Pois ouvira que ele era inimigo de seu pretendente e fazia isso para atacá-lo e afligi-lo, sendo um homem ladrão e extremamente cruel.

5Então, agarrando-a, saíram da cidade e arrastaram-na até o mar.

6Olhava ela para um e outro lado sem achar socorro, e gemia dizendo: Ai de mim, irmã Xantipa, enviaste setecentas moedas de ouro a Roma para adquirir livros a fim de profetizares sobre mim; pois esta tarde lias: 'Olhei para a minha direita e vi, mas não havia quem me conhecesse; fugiu-me o refúgio e ninguém cuida da minha alma'.

Palavras deste capítulo

O que estas palavras diziam no original — e onde mais elas aparecem.

Sobre Atos de Xantipa e Polixena

Texto apócrifo ou pseudepígrafo — não faz parte do cânone das igrejas ocidentais, mas circulou amplamente entre judeus e cristãos antigos. Publicado aqui a partir de tradução em domínio público, revisado para leitura corrida.