Tendo Xantipa dito isto a Polixena e feito uma cruz de madeira, dirigiu-se a Paulo; ficando Polixena sozinha no aposento, por ter a sua ama acompanhado Xantipa.
2E por volta da meia-noite, certo homem poderoso em riquezas e aliados, encontrando as portas abertas e valendo-se de artes mágicas, entrou, desejando levar Polixena.
3Percebendo ela a trama, fugiu para o moinho da casa; mas os feiticeiros, guiados pelos demônios, encontraram-na.
4E, não achando porta por onde escapar, disse: Ai de mim, entregue a este destruidor! Pois ouvira que ele era inimigo de seu pretendente e fazia isso para atacá-lo e afligi-lo, sendo um homem ladrão e extremamente cruel.
5Então, agarrando-a, saíram da cidade e arrastaram-na até o mar.
6Olhava ela para um e outro lado sem achar socorro, e gemia dizendo: Ai de mim, irmã Xantipa, enviaste setecentas moedas de ouro a Roma para adquirir livros a fim de profetizares sobre mim; pois esta tarde lias: 'Olhei para a minha direita e vi, mas não havia quem me conhecesse; fugiu-me o refúgio e ninguém cuida da minha alma'.