E depois de algum tempo, outro mestre, verdadeiro amigo de José, disse-lhe: Traze o menino à minha escola; talvez eu consiga persuadi-lo com afagos a aprender as letras.
2E José disse: Se tens coragem, irmão, leva-o contigo.
3E ele o levou consigo com temor e grande angústia; mas o menino ia com prazer.
4E, entrando ousadamente na escola, encontrou um livro sobre o atril; e, tomando-o, não leu as letras que nele havia, mas, abrindo a boca, falou pelo Espírito Santo e ensinou a lei aos que estavam em redor.
5E uma grande multidão, tendo-se reunido, ficou ali a ouvi-lo, e admirava-se da maturidade do seu ensino, e da presteza das suas palavras, e de que ele, sendo criança, falasse daquela maneira.
6E José, ouvindo isso, teve medo e correu à escola, temendo que também o seu mestre estivesse sem experiência.
7E o mestre disse a José: Sabe, irmão, que recebi o menino como discípulo, e ele é cheio de muita graça e sabedoria; mas rogo-te, irmão, leva-o para casa.
8E quando o menino ouviu isso, riu-se dele logo e disse: Porque falaste com retidão e testemunhaste com retidão, por causa de ti também aquele que foi ferido será curado.
9E imediatamente o outro mestre foi curado.
10E José tomou o menino e foi-se para casa.