Apócrifos
Testamento de Abraão
Pseudepígrafo
20 capítulos · leitura e narração
Nota de leitura
Texto apócrifo ou pseudepígrafo — não faz parte do cânone das igrejas ocidentais, mas circulou amplamente entre judeus e cristãos antigos. Publicado aqui a partir de tradução em domínio público, revisado para leitura corrida.
Capítulos
Dossiê
Deus manda o arcanjo Miguel buscar a alma de Abraão — e Abraão simplesmente se recusa a ir, negocia, ganha tempo e faz exigências, num livro que tem mais humor do que qualquer outro do acervo.
De onde vem este texto
Grego, provavelmente dos séculos I ou II d.C., de meio judaico egípcio. Existe em duas recensões, longa e curta, com diferenças grandes de tom. Circulou também em copta, árabe, eslavo e romeno.
Por que não está na Bíblia
Fora de todos os cânones. É narrativa devocional com traço de comédia, gênero que nunca esteve em disputa por lugar entre as Escrituras.
O que você vai encontrar
- Miguel precisa voltar ao céu para pedir instruções porque não consegue convencer Abraão a morrer.
- Abraão pede para ver o mundo inteiro antes de partir — e, ao ver os pecadores, começa a pedir que sejam fulminados, até Deus mandar parar.
- O julgamento das almas visto de perto, com Abel sentado no trono e as duas balanças.
- A Morte aparece em pessoa, primeiro bonita e depois mostrando o verdadeiro rosto a pedido do próprio Abraão.
Perguntas frequentes
- O Testamento de Abraão é um livro judaico ou cristão?
- O núcleo é judaico, dos séculos I ou II, embora tenha sido preservado e retocado por copistas cristãos. Não há polêmica religiosa no texto — o tema é a morte, e ele vale para qualquer leitor.