O grande Filho do Imortal, afamado em cânticos,
2Eu do íntimo do coração proclamo, a quem um trono,
3Para ser conservado firme, o soberano Pai concedeu
4Antes que fosse gerado; então foi ele exaltado
5Segundo a carne outorgada, lavado junto à foz
6Do rio Jordão, que corre impetuoso
7Arrastando as suas alvas vagas; do fogo
8Escapando, ele primeiro há de ver o suave Espírito de Deus
9Descendo com as asas de uma pomba branca.
10E uma pura flor florescerá, e as fontes transbordarão.
11E ele mostrará os caminhos aos homens, e manifestará
12As sendas celestes, e a todos ensinará com sábia voz;
13E virá para o juízo e persuadirá
14Um povo desobediente, enquanto proclama
15A sua louvável linhagem vinda de um Pai celestial.
16Ondas calcará aos pés, as enfermidades da humanidade
17Destruirá, ressuscitará os mortos,
18E muitos sofrimentos afugentará;
19E de um só alforje saciar-se-ão os homens de pão,
20Quando a casa de Davi der à luz um menino;
21E em sua mão estará o mundo inteiro: a terra, o céu, o mar.
22E ele resplandecerá sobre a terra, tal como outrora
23Os dois gerados da costela um do outro
24Viram a forma humana despontar. Há de ser
25Quando a terra se regozijar na esperança do infante.
26Mas para ti somente, terra sodomítica,
27Estão guardados cruéis ais; pois tu mesma,
28Mal-intencionada, não reconheceste o teu Deus,
29Que zomba das tramas mortais; mas com um espinho
30O coroaste com uma coroa, e fel medonho
31Misturaste com insolência e despeito.
32Isto suscitará terríveis males sobre ti.
33Ó Madeiro, ó quão bem-aventurado, sobre o qual
34Deus foi estendido; a terra não te reterá,
35Mas contemplarás uma morada celestial,
36Quando tu, ó Deus, fizeres resplandecer o teu olho de fogo.