LUX VERITAS

Escrituras & Manuscritos

Apócrifos · Capítulo 2 de 29

Sobre a Oração (Tertuliano) 2

Tratado Patrístico

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A oração começa com um testemunho a Deus e com a recompensa da fé, quando dizemos: Pai nosso que estás nos céus; pois, ao dizê-lo, oramos a Deus e professamos a fé, cuja recompensa é esse título. Está escrito: Aos que creram nele, deu o poder de serem chamados filhos de Deus. Nosso Senhor, porém, proclamou Deus como Pai para nós com muita frequência; mais ainda, deu o preceito de não chamarmos ninguém na terra de pai, mas somente o Pai que temos nos céus; e assim, ao orarmos dessa maneira, também obedecemos ao preceito. Felizes os que reconhecem seu Pai! Essa é a censura feita a Israel, à qual o Espírito convoca o céu e a terra como testemunhas, dizendo: Gerei filhos, e eles não me reconheceram. Além disso, ao dizer Pai, também o chamamos Deus. Esse título exprime tanto o dever filial quanto o poder. Mais uma vez, no Pai se invoca o Filho;

2pois eu, diz ele, e o Pai somos um. Nem mesmo nossa mãe, a Igreja, fica de fora, se é que no Pai e no Filho se reconhece a mãe, da qual provém o nome tanto de Pai quanto de Filho. Assim, por um só termo ou palavra, honramos a Deus juntamente com os seus, recordamos o preceito e assinalamos os que se esqueceram de seu Pai.

Palavras deste capítulo

O que estas palavras diziam no original — e onde mais elas aparecem.

Sobre Sobre a Oração (Tertuliano)

Texto apócrifo ou pseudepígrafo — não faz parte do cânone das igrejas ocidentais, mas circulou amplamente entre judeus e cristãos antigos. Publicado aqui a partir de tradução em domínio público, revisado para leitura corrida.