Subiu, pois, novamente para junto dos irmãos e contou-lhes o que por ele fora visto; e eles lamentaram em sua alma, chorando e dizendo: Rogamos-te, Pedro, tem cuidado de nós, que somos jovens. E Pedro lhes disse: Se for a vontade do Senhor, isto há de suceder, ainda que não o queiramos; mas, quanto a vós, o Senhor é poderoso para vos confirmar em sua fé, e vos fundamentará nela e vos fará estender, a vós a quem ele mesmo plantou, para que também possais plantar a outros por meio dele. Eu, porém, enquanto aprouver ao Senhor que permaneça na carne, não resisto; e se novamente ele me tomar para si, regozijo-me e me alegro.
2E enquanto Pedro assim falava, e todos os irmãos choravam, eis que quatro soldados o tomaram e o conduziram a Agripa. E este, em seu furor, ordenou que fosse crucificado sob a acusação de impiedade.
3Toda a multidão dos irmãos, pois, acorreu juntamente, tanto de ricos como de pobres, órfãos e viúvas, fracos e fortes, desejando ver e livrar a Pedro, enquanto o povo clamava a uma só voz e não se calava: Que mal fez Pedro, ó Agripa? Em que te ofendeu ele? Dize-o aos romanos! E outros diziam: Tememos que, se este homem morrer, o seu Senhor a todos nós destrua.
4E Pedro, chegando àquele lugar, aquietou o povo e disse: Homens que sois soldados de Cristo! Homens que esperais em Cristo! Lembrai-vos dos sinais e prodígios que vistes serem operados por meio de mim; lembrai-vos da compaixão de Deus, quantas curas ele operou para convosco. Esperai por aquele que vem e há de recompensar a cada um segundo as suas obras. E agora não vos amargueis contra Agripa, pois ele é ministro da operação de seu pai. E isto há de suceder de qualquer modo, pois o Senhor me manifestou o que há de acontecer. Mas por que me demoro e não me achego à cruz?