Passemos agora, ó Rei, à história dos Judeus também, e vejamos que parecer sustentam acerca de Deus. Os Judeus dizem que Deus é um só, o Criador de tudo e onipotente; e que a nenhum outro é lícito adorar, senão a este único Deus. E nisso parecem aproximar-se da verdade mais do que todas as nações, máxime por adorarem a Deus e não às Suas obras. E imitam a Deus pela benignidade que prevalece entre eles, pois têm compaixão dos pobres, libertam os cativos, sepultam os mortos e praticam tais boas obras que são aceitáveis diante de Deus e agradáveis aos homens, costumes estes que receberam de seus antepassados.
2Não obstante, eles também se desviaram do verdadeiro conhecimento. E em sua imaginação concebem que é a Deus que servem, ao passo que, pelo seu modo de observância, é aos anjos e não a Deus que prestam o seu culto: como quando celebram os sábados, a lua nova, as festas dos pães asmos e o grande jejum; e o jejum, a circuncisão e a purificação dos alimentos, coisas que, contudo, eles não observam com perfeição.