Apócrifos
Testamento de Jó
Pseudepígrafo
12 capítulos · leitura e narração
Nota de leitura
Texto apócrifo ou pseudepígrafo — não faz parte do cânone das igrejas ocidentais, mas circulou amplamente entre judeus e cristãos antigos. Publicado aqui a partir de tradução em domínio público, revisado para leitura corrida.
Capítulos
Dossiê
A história de Jó contada por ele mesmo, no leito de morte, aos filhos — e nela ele sabe desde o começo quem está por trás de tudo, porque foi avisado antes de tudo começar.
De onde vem este texto
Grego, estimado entre o século I a.C. e o I d.C., possivelmente de meio judaico egípcio. Transmitido em grego, eslavo e copta.
Por que não está na Bíblia
Fora de todos os cânones. É reescrita devocional de um livro canônico, gênero que nunca foi candidato a Escritura.
O que você vai encontrar
- Jó destrói um templo de ídolos por ordem de um anjo, sabendo de antemão o preço que vai pagar — e aceita.
- A esposa de Jó, que no livro bíblico diz uma frase e some, aqui tem nome, história e uma cena longa em que vende o próprio cabelo por pão.
- As três filhas recebem, em vez de herança, cintos que lhes dão a língua dos anjos, e o livro termina com elas cantando.
- Satanás aparece em pessoa, disfarçado de mendigo e de padeiro, e admite a derrota no fim.
Perguntas frequentes
- O Testamento de Jó é o livro de Jó?
- Não. É uma recontagem posterior, em que Jó narra a própria história aos filhos. O livro canônico é poético e ambíguo; este é narrativo e explica tudo, inclusive quem provocou o quê.