Apócrifos
Pastor de Hermas
Visões e Mandatos
114 capítulos · leitura e narração
Nota de leitura
Visões, mandamentos e parábolas recebidas por um ex-escravo em Roma, discutindo se há segunda chance depois do pecado grave. Foi lido como Escritura em várias igrejas antigas.
Capítulos
Dossiê
As visões de um ex-escravo em Roma: uma senhora idosa que rejuvenesce a cada aparição, uma torre em construção feita de pedras que servem e pedras que são descartadas, e um anjo em traje de pastor que lhe dita mandamentos.
De onde vem este texto
Escrito em Roma, em grego, ao longo do século II d.C. — possivelmente em camadas, por mais de uma mão. Foi um dos livros cristãos mais lidos da antiguidade, e sua importância se mede por um detalhe: está copiado inteiro no Codex Sinaiticus, um dos dois manuscritos mais antigos da Bíblia grega.
Por que não está na Bíblia
Chegou mais perto do cânone do que quase qualquer outro texto deste acervo. O Fragmento Muratoriano recomenda que seja lido, mas não publicamente na igreja, por ser recente demais e escrito por um irmão do bispo Pio, e não por um apóstolo. Foi esse critério de época, mais que o conteúdo, que o deixou de fora.
O que você vai encontrar
- A torre em construção é a imagem mais elaborada de igreja da literatura cristã antiga: cada pedra é uma pessoa, e o encaixe decide quem entra.
- Discute o problema que angustiava a igreja do século II — se há perdão para o pecado cometido depois do batismo — e responde que há, uma vez.
- Os doze Mandamentos formam um tratado moral completo, do medo de Deus à pureza do pensamento.
- A senhora que envelhece ao contrário é a Igreja, e a explicação disso é dada em cena, ao próprio Hermas.
Perguntas frequentes
- Por que o Pastor de Hermas não entrou na Bíblia?
- Porque foi escrito tarde demais e não por um apóstolo. O Fragmento Muratoriano diz isso explicitamente, recomendando a leitura particular mas negando o lugar público entre profetas e apóstolos.
- O Pastor de Hermas está em algum manuscrito da Bíblia?
- Sim. Aparece integralmente no Codex Sinaiticus, manuscrito grego do século IV, logo depois dos livros do Novo Testamento — junto com a Epístola de Barnabé.