Apócrifos
Epístola de Barnabé
Ensino Apostólico
21 capítulos · leitura e narração
Nota de leitura
Texto apócrifo ou pseudepígrafo — não faz parte do cânone das igrejas ocidentais, mas circulou amplamente entre judeus e cristãos antigos. Publicado aqui a partir de tradução em domínio público, revisado para leitura corrida.
Capítulos
Dossiê
Uma carta que lê o Antigo Testamento inteiro como código: as leis de alimentos não eram sobre comida, o bode expiatório não era sobre bodes, e quem entendeu tudo ao pé da letra entendeu errado.
De onde vem este texto
Grego, escrita entre o fim do século I e a primeira metade do II d.C. Não é do Barnabé companheiro de Paulo, apesar do nome. Está copiada por inteiro no Codex Sinaiticus, logo depois do Apocalipse.
Por que não está na Bíblia
Andou perto por estar em manuscritos bíblicos e ser citada com respeito por Clemente de Alexandria e Orígenes. Ficou de fora quando a atribuição a Barnabé deixou de se sustentar.
O que você vai encontrar
- A interpretação alegórica das leis de pureza, levada ao limite: cada animal proibido representa um tipo humano a evitar.
- Traz também a doutrina dos Dois Caminhos, em versão paralela à da Didaquê — as duas devem beber de uma fonte comum.
- O cálculo dos seis dias da criação como seis mil anos de história do mundo.
Perguntas frequentes
- A Epístola de Barnabé foi escrita pelo Barnabé da Bíblia?
- Não. A atribuição é antiga, mas a datação e o conteúdo apontam para um autor posterior, do fim do século I ou começo do II.
- Ela está em algum manuscrito da Bíblia?
- Sim, no Codex Sinaiticus, do século IV, junto com o Pastor de Hermas, depois dos livros do Novo Testamento.