LUX VERITAS

Apócrifos

Martírio de Perpétua

Ato dos Mártires

1 capítulo · leitura e narração

Nota de leitura

Texto apócrifo ou pseudepígrafo — não faz parte do cânone das igrejas ocidentais, mas circulou amplamente entre judeus e cristãos antigos. Publicado aqui a partir de tradução em domínio público, revisado para leitura corrida.

Capítulos

Dossiê

O diário de uma jovem de vinte e dois anos escrito na prisão, com o filho recém-nascido no colo, até a véspera de ser morta na arena de Cartago — um dos textos mais antigos escritos por uma mulher no mundo cristão.

De onde vem este texto

Cartago, em torno de 203 d.C., em latim. O núcleo é atribuído à própria Perpétua e a Satiro, com moldura de um editor que narra o desfecho. A autenticidade do diário é aceita pela maioria dos estudiosos.

Por que não está na Bíblia

Nunca foi cânone, mas foi lido nas igrejas do norte da África em dia de festa, a ponto de Agostinho pregar sobre ele e precisar lembrar que não era Escritura.

O que você vai encontrar

  • A discussão com o pai, que volta várias vezes à prisão implorando que ela desista — a cena mais humana do texto.
  • As quatro visões: a escada com armas, o irmão morto, e o combate em que ela luta como homem contra um egípcio.
  • A preocupação prática com a amamentação do filho, registrada com naturalidade no meio da espera pela morte.
  • Felicidade, escrava e grávida, dá à luz na prisão para poder ser executada junto com os outros.

Perguntas frequentes

Perpétua escreveu mesmo esse texto?
A parte central é apresentada como escrita por ela própria, e a maioria dos estudiosos aceita a atribuição. Se confirmada, é um dos primeiros textos de autoria feminina do cristianismo.

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