Apócrifos
Atos de João
Feitos do Apóstolo
2 capítulos · leitura e narração
Nota de leitura
Texto apócrifo ou pseudepígrafo — não faz parte do cânone das igrejas ocidentais, mas circulou amplamente entre judeus e cristãos antigos. Publicado aqui a partir de tradução em domínio público, revisado para leitura corrida.
Capítulos
Dossiê
As viagens de João pela Ásia, com o episódio mais estranho da literatura cristã antiga: o Hino da Dança, em que Jesus põe os discípulos em roda e canta com eles antes da prisão.
De onde vem este texto
Grego, do século II d.C., preservado de forma incompleta. É um dos cinco grandes atos apócrifos e um dos mais antigos.
Por que não está na Bíblia
Condenado formalmente. O Segundo Concílio de Niceia, em 787, mandou queimar os exemplares — decisão rara, motivada pelo conteúdo docético e pela recusa do texto a admitir que Cristo tivesse corpo real.
O que você vai encontrar
- Atenção: o que está publicado nesta página é o registro sobre a obra — autoria, circulação e condenação —, não o relato em si.
- Guarda a informação de que os maniqueus usavam este livro no fim do século IV, e que ele teria sido composto em Edessa por Leucius Charinus.
- A condenação é dupla e está nomeada: o papa Leão I e o Concílio de Niceia mandaram queimar as cópias.
- É por causa dessa ordem de destruição que a obra sobreviveu só em fragmentos — e que aqui resta o registro, e não a narrativa.
Perguntas frequentes
- Por que os Atos de João foram condenados?
- Por docetismo — a negação de que Cristo tivesse corpo humano real. O Segundo Concílio de Niceia, em 787, ordenou a destruição das cópias, e por isso o texto sobreviveu apenas em fragmentos.