Sêneca a Paulo, saudações. Creio, Paulo, que fostes informado da conversa que tive ontem com meu Lucílio acerca das coisas ocultas e de outros assuntos; porquanto estavam comigo certos participantes da vossa doutrina.
2Pois nos havíamos retirado para os jardins de Salústio, onde aqueles de quem vos falo, indo em outra direção, por nossa causa nos viram e se juntaram a nós. Certamente desejávamos a vossa presença, e quero que o saibais.
3Ficamos grandemente revigorados com a leitura do vosso livro, com o que me refiro a algumas das muitas cartas que enviastes a certa cidade ou capital de província, as quais ensinam a vida moral com preceitos admiráveis.
4Estes pensamentos, julgo eu, não são proferidos por vós, mas através de vós, conquanto por vezes certamente o sejam tanto por vós como através de vós; pois tal é a sua grandeza e estão revestidos de tal nobreza, que penso que gerações inteiras de homens dificilmente bastariam para incuti-los e aperfeiçoá-los. Desejo-vos boa saúde, irmão.